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Acanhados entre discos e livros
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A palavra é…

Acho que desde que comecei a ler e a ter consciência dos significados das palavras eu brinco de a palavra é com a minha mãe. E eu me recuso a parar de brincar mesmo depois de 20 anos. Nos divertimos horrores vasculhando a memória atrás de algum clássico da MPB e rindo de palavras tão únicas quanto esses momentos.

- Filha, já sei, a palavra é: grama!

- Grama mãe? Pirou? Nunca vou lembrar de uma música com grama no meio!

- “Bem que eu me lembro ,da gente sentado ali, na grama do aterro, sob o sol…”. Como assim não se lembra dessa música?

E aí começa o meu constrangimento por não me lembrar e também não conhecer alguma música do Gil.

Não digo que gosto musical é genético, porque não tem o menor cabimento, mas no meu caso talvez tenha sido. Recebi doações musicais dos meus pais e do meu irmão na mesma medida. Com 5 anos eu escutava tudo vira bosta na maior altura e achava um máximo aquela mulher da voz forte com cabelos vermelhos e uma estranha tatuagem de estrela na mão, que estampava seu DVD do acústico MTV. Intercalava com Tribalistas, Cássia Eller e Sandy e Júnior, tudo na mesma tarde.

É claro que tive minhas fases como toda criança e adolescente. Chiquititas, Floribela, Rebelde, High School Musical, Demi Lovato, Jonas Brothers, Hannah Montana. Eram muitas febres e pouca memória para guardar tudo, ainda me surpreendo por ainda saber cantar metade dessas músicas. Com o tempo, o lado rockeiro do meu pai me conquistou, junto com a voz de Freddie Mercury e John Lennon.  Mas a MPB sempre foi palavra chave na minha vida, é pra lá que eu sempre volto, esquecendo momentaneamente a beatlemania.

A verdade é que temos espaço para tudo e quanto mais misturadas estiverem as notas e as melodias, mais felizes ficamos. Lógico que não é de tudo que todo mundo gosta, até mesmo os famosos ecléticos tem suas restrições. Mesmo com uma playlist que passa por Debussy, Tom Jobim, Maroon 5, IZA, Projota, Elis Regina, Jessie J e Turma do Pagode, dificilmente consiguirei ouvir 3h de música sertaneja sem querer tirar sangue dos meus ouvidos. Mas demorei a entender que existe democracia na música, que existem diversas culturas e contextos sociais únicos, cada qual com uma trilha sonora e que ninguém tem o direito de menosprezar um ritmo.

Através das histórias que estão por trás de muitas letras, aprendemos a nossa própria história e a valorizá-la. Chico contou o sofrimento de uma geração e disse que apesar de você, amanhã há de ser outro dia e Eduardo e Mônica nos ensinaram que o amor pode superar diferenças. Uma menina aleatória chamada Ana Luiza entrou em um belo dia, no mesmo bar que Tom Jobim e o inspirou a fazer uma música para esquecê-la . “…Escuta agora a canção que eu fiz pra te esquecer Luiza…”. De quebra, acho que algumas mães gostaram desse nome, inclusive a minha.

motoshima:

“Saber que não tinha coragem de fazer o que era necessário, me fez sentir horrível.”

Charles Bukowski. 

aprendizdepoeta:

“Quem nunca mudou com o tempo? Aos poucos você vai deixando de escutar certas músicas, de usar certas roupas, de falar com certas pessoas. Mudar faz parte do ciclo da vida, embora a essência seja sempre a mesma. Quando encontrar um obstáculo grande na vida, não desanime ao passar, pois com o tempo ele se tornará pequeno. Não porque diminuiu, mas porque você cresceu.”

Desconhecido. 

Em tempos em que quase ninguém se olha nos olhos, em que a maioria das pessoas pouco se interessa pelo que não lhe diz respeito, só mesmo agradecendo àqueles que percebem nossas descrenças, indecisões, suspeitas, tudo o que nos paralisa, e gastam um pouco da sua energia conosco, insistindo.
Martha Medeiros. (via identificando)

alentador:

“Frequentemente, os melhores momentos na vida são quando a gente não está fazendo nada, só ruminando. Quer dizer, a gente pensa que todo mundo é sem sentido, aí vê que não pode ser tão sem sentido assim se a gente percebe que é sem sentido, e essa consciência da falta de sentido já é quase um pouco de sentido. Sabe como é? Um otimismo pessimista.”

Charles Bukowski. 

Fico besta com quem perde a compostura por não gostar de algo ou alguém: tão mais simples desconectar. Não ouça, não leia, não prestigie. Dê atenção ao que tem sintonia com você. E toque sua vida, sem agredir.
Martha Medeiros (via identificando)
Sei como é fazer besteira. Ir longe demais e desejar, em retrospecto, não ter feito isso. É um sentimento realmente péssimo. E eu queria que alguém tivesse me dito há muito tempo que estava tudo bem, que eu podia simplesmente ter parado. Voltar atrás. Não ser tão teimosa nem preocupada em parecer fraca.
Orange Is the New Black. (via danifiquei)

adesejar:

“Não importa o que o mundo diz. Gente bonita é gente feliz.”

Caio Augusto Leite. 

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